Os indivíduos soltos são oriundos do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), em Salvador, unidade responsável por receber, tratar e destinar animais vítimas de captura ilegal, tráfico ou entrega voluntária.

Nesta semana, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizou a soltura de jabutis da espécie Chelonoides carbonaria em uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) cadastrada no município de Saúde, na região do Piemonte da Chapada Diamantina. A iniciativa integra as ações de conservação da fauna conduzidas pelo órgão e reforça a importância da reabilitação de animais resgatados antes de seu retorno à natureza.

Os indivíduos soltos são oriundos do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), em Salvador, unidade responsável por receber, tratar e destinar animais vítimas de captura ilegal, tráfico ou entrega voluntária. Após passarem por um processo criterioso de triagem, os jabutis foram separados, avaliados clinicamente, submetidos a exames e identificados com microchip. A análise de saúde e o comportamento observados indicaram que estavam aptos à reintegração ao ambiente natural.

A médica veterinária do CETAS, Joseana Lima, ressalta que a presença desses animais na natureza é fundamental para o equilíbrio ambiental, além de chamar a atenção para os riscos da criação doméstica.

“Espécies como o jabuti exercem funções ecológicas importantes, como a dispersão de sementes, contribuindo diretamente para a regeneração da vegetação e a manutenção da dinâmica dos ecossistemas. Manter animais silvestres como pets não atende às necessidades biológicas, comportamentais e nutricionais dessas espécies, além de representar um impacto negativo para a conservação da biodiversidade”, afirma.

A ação foi coordenada pela equipe da Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU) do Inema, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A área escolhida para a soltura apresenta condições adequadas para a sobrevivência da espécie, com vegetação abundante e inserida na região de ocorrência natural dos jabutis.

De acordo com Marianna Pinho, especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Inema e integrante da CGFAU, a escolha da área é um fator decisivo para o sucesso da ação.

“Estamos falando de um ambiente conservado, com oferta de alimento e inserido na área de ocorrência da espécie, o que aumenta significativamente as chances de adaptação e sobrevivência desses animais após a soltura”, explica.

Fonte Tribuna da Bahia