O Brasil produziu 1,215 bilhão de dúzias de ovos entre janeiro e março deste ano, estabelecendo um novo recorde para um primeiro trimestre na série histórica iniciada em 1987

A produção de ovos de galinha na Bahia registrou leve queda no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro e março, foram produzidas 22,780 milhões de dúzias de ovos no estado, volume 0,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado e também 0,6% menor em comparação com o quarto trimestre de 2025.

Apesar da retração, a Bahia manteve sua posição entre os principais produtores do país. O estado ocupa o 12º lugar no ranking nacional da produção de ovos e foi responsável por 1,9% de toda a produção brasileira no período.

Os dados fazem parte das Pesquisas Trimestrais da Produção Pecuária, realizadas pelo IBGE, que acompanham a atividade em estabelecimentos com pelo menos 10 mil galinhas poedeiras.

O resultado baiano interrompe uma sequência de crescimento observada nos últimos anos. No primeiro trimestre de 2025, o estado havia alcançado seu melhor desempenho para o período, com 22,911 milhões de dúzias produzidas. Já no quarto trimestre do ano passado, a produção havia chegado a 22,922 milhões de dúzias. Mesmo com a redução, a diferença em relação aos períodos anteriores foi pequena, indicando estabilidade da atividade.

Enquanto a Bahia registrou queda, o cenário nacional foi de expansão. O Brasil produziu 1,215 bilhão de dúzias de ovos entre janeiro e março deste ano, estabelecendo um novo recorde para um primeiro trimestre na série histórica iniciada em 1987. O volume foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, embora tenha ficado 3,5% abaixo do recorde alcançado no último trimestre do ano passado.

O levantamento mostra ainda que São Paulo segue como líder absoluto da produção nacional de ovos. O estado respondeu por 24,6% de todo o volume produzido no país no primeiro trimestre, com 299,2 milhões de dúzias. A liderança paulista é sustentada pela forte presença de granjas comerciais e pela elevada capacidade de abastecimento dos mercados consumidores.

Na Bahia, a produção de ovos tem importância estratégica para a agropecuária e para o abastecimento alimentar. O setor contribui para a geração de emprego e renda em diversas regiões do estado e acompanha uma demanda crescente por proteínas de menor custo, especialmente em períodos de preços elevados de outras carnes.

Especialistas do setor destacam que a produção de ovos costuma apresentar oscilações ao longo do ano em função de fatores como custos de alimentação das aves, condições climáticas e variações na demanda do mercado consumidor. Ainda assim, a queda observada na Bahia foi considerada moderada e manteve o estado em um patamar próximo dos recordes recentes da atividade.

O ovo segue entre os alimentos mais consumidos pelos brasileiros e tem ganhado espaço na mesa das famílias por reunir valor nutricional e custo relativamente acessível. O crescimento do consumo nacional nos últimos anos tem estimulado investimentos em tecnologia, manejo e ampliação da capacidade produtiva em diversas regiões do país.

Para os próximos meses, a expectativa do setor é acompanhar o comportamento do mercado interno e dos custos de produção, especialmente dos insumos utilizados na alimentação das aves. O desempenho registrado no primeiro trimestre indica que a avicultura de postura na Bahia permanece consolidada e com potencial para manter sua participação entre os principais estados produtores do Brasil.

Os números divulgados pelo IBGE não detalham, nesta etapa da pesquisa, quais municípios baianos concentram a maior produção de ovos. O levantamento apresenta os resultados consolidados por unidade da federação, permitindo acompanhar o desempenho estadual e sua participação no mercado nacional.

Além da produção de ovos, a pesquisa revelou outros resultados relevantes para a pecuária baiana. A aquisição de leite alcançou 161,1 milhões de litros no primeiro trimestre, o maior

volume da série histórica iniciada em 1997. Já o abate de bovinos somou 349.469 cabeças, registrando o melhor resultado para um primeiro trimestre desde o início do levantamento.

Mesmo diante da leve retração observada no início do ano, a produção de ovos na Bahia segue próxima dos maiores níveis já registrados pelo estado. O desempenho reforça a relevância da atividade para a economia rural baiana e mantém o estado entre os principais produtores do país. 

Fonte Tribuna da Bahia