Ação da Polícia Civil de Minas Gerais teve como alvo uma organização criminosa investigada por empréstimos ilegais com cartões de crédito e movimentação milionária. Mandados foram cumpridos em Manga, Januária, Pedras de Maria da Cruz e Montes Claros.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a Operação Ágio para combater uma organização criminosa suspeita de atuar com agiotagem e lavagem de dinheiro no Norte do estado. Um dos principais focos da ação foi o município de Manga, onde foram cumpridos mandados judiciais, além das cidades de Januária, Pedras de Maria da Cruz e Montes Claros.

Ao todo, os policiais cumpriram 30 mandados de busca e apreensão como parte das investigações, que tiveram início na Delegacia da Polícia Civil de Januária. Conforme apurado, o grupo utilizava um esquema conhecido como “nova agiotagem”, oferecendo empréstimos pessoais por meio da utilização de limites de cartões de crédito.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados mantinham estabelecimentos comerciais funcionando de forma irregular para simular operações de compra e venda com máquinas de cartão. Na prática, o limite disponível no cartão do cliente era convertido em dinheiro, mediante a cobrança de juros considerados abusivos, que, segundo as investigações, poderiam ultrapassar 20% ao mês.

As apurações também indicam que a organização criminosa movimentou aproximadamente R$ 38 milhões durante o período investigado, valor que reforça a dimensão do esquema.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma grande quantia em dinheiro, diversas máquinas de cartão utilizadas nas transações e máquinas caça-níqueis. Todo o material recolhido passará por perícia e será utilizado para aprofundar as investigações.

A Operação Ágio mobilizou 58 policiais civis e 19 viaturas. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso e ampliar o levantamento sobre a atuação da organização.

FONTE FOLHA DO VALE