Interesse por vitaminas, magnésio, ômega 3 e ferro cresce em 2026; especialistas reforçam que suplementação deve atender a necessidades individuais.
As buscas por suplementos alimentares alcançaram, em 2026, o maior nível da série histórica do Google Trends, iniciada em 2004. No Brasil, o interesse pelo tema dobrou em comparação com o mesmo período de 2021, enquanto consultas sobre ômega 3, magnésio, vitamina D, vitamina B12 e ferro também registraram recordes.
O aumento da procura ocorre em meio à expansão do consumo desses produtos e a alertas sobre o uso sem orientação profissional. Especialistas destacam que tomar suplementos não significa, necessariamente, melhorar a saúde ou aumentar a longevidade.
Segundo os dados, as pesquisas por suplementos cresceram 40% no Brasil nos últimos cinco anos e 70% no mundo. Entre as dúvidas mais frequentes dos brasileiros estão perguntas sobre qual seria o melhor suplemento, para que ele serve e o que caracteriza um suplemento alimentar.
Profissionais também destacam que a suplementação pode ser indicada em situações específicas, como deficiência nutricional comprovada, gestação, cirurgia bariátrica, restrições alimentares ou outras condições avaliadas por profissionais. Antes do uso, a recomendação é analisar a alimentação e identificar se há necessidade real de complementar algum nutriente.
Especialistas reforçam que não existe um produto considerado o melhor para todas as pessoas. A escolha depende de fatores como alimentação, objetivos, sintomas, condições de saúde, uso de medicamentos e, quando necessário, exames.
Os suplementos também não substituem uma dieta equilibrada. Vitaminas, minerais, proteínas, creatina, fibras e outras substâncias podem ser utilizados para complementar a alimentação, mas devem respeitar as necessidades individuais e as orientações adequadas.
A busca por produtos voltados ao ganho de massa muscular, emagrecimento, queda de cabelo, memória e menopausa também cresceu. No entanto, os especialistas alertam que não há suplemento universal capaz de resolver esses problemas isoladamente. Em muitos casos, é necessário investigar a causa antes de iniciar qualquer suplementação.
Outro ponto de atenção é a segurança.
O consumidor deve verificar se os fabricantes seguem as normas sanitárias e consultar as informações disponíveis nos sistemas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, incluindo registros, notificações, alertas e listas de produtos irregulares.Com o interesse pelos suplementos alimentares em alta, a principal recomendação dos especialistas é evitar a automedicação e o consumo indiscriminado. A suplementação deve ser utilizada quando houver necessidade identificada, levando em conta as características e condições de cada pessoa.
Fonte: Pesquisa com dados do Google Trends


