Polícia Civil investiga suspeita de fraude contra plano de saúde e falsificação de documentos em Vitória da Conquista
2 meses atrás19
Ouvir:Entenda00:00Pronto para ouvirPolícia Civil investiga suspeita de fraude contra plano de saúde e falsificação de documentos em Vitória da Conquista. Mandados foram cumpridos em uma residência e em uma clínica de terapias. Equipamentos eletrônicos foram recolhidos para análise pericial. A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (10), uma ação para apurar uma possível fraude contra plano de saúde e falsificação de documentos médicos em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em uma residência e em uma clínica especializada em terapias, ambos ligados a um homem de 46 anos que é alvo da investigação. Os endereços foram vistoriados pelas equipes policiais, que recolheram um notebook e um celular. Os equipamentos deverão passar por perícia e análise de dados, mediante autorização judicial, para auxiliar na apuração e esclarecer a origem e a utilização dos documentos investigados. A investigação começou depois que um médico de Vitória da Conquista procurou a Polícia Civil para denunciar o uso indevido de seus dados profissionais. Segundo as informações apuradas, teriam sido confeccionados um carimbo e assinaturas atribuídas ao profissional em documentos relacionados a pedidos de tratamentos de alta intensidade destinados a crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A suspeita é de que os documentos tenham sido utilizados em solicitações encaminhadas para cobertura por plano de saúde. Ainda conforme a investigação, uma operadora de plano de saúde também teria identificado indícios de irregularidades no início de 2026. De acordo com a Polícia Civil, foram encontradas inconsistências em guias encaminhadas para faturamento, algumas delas envolvendo valores considerados expressivos e solicitações de tratamentos que, segundo a apuração, não apresentariam respaldo médico convencional. A análise dos arquivos digitais também levantou suspeitas. Conforme informou o delegado Shangai Alexandre, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista e responsável pela investigação, documentos em formato PDF enviados para cobrança apresentavam características que indicariam possibilidade de edição. Entre os elementos que chamaram a atenção dos investigadores estão indícios de alteração de datas e registros relacionados à equipe da clínica investigada. Equipamentos serão periciados O notebook e o celular apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão submetidos aos procedimentos técnicos autorizados judicialmente. A expectativa é que a análise do conteúdo armazenado nos dispositivos possa contribuir para esclarecer a origem dos documentos, a eventual participação de outras pessoas e a dinâmica das supostas irregularidades. A operação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista, unidade vinculada ao Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (DEIC). As investigações continuam, e a eventual responsabilidade dos envolvidos deverá ser definida a partir dos elementos reunidos no decorrer do procedimento policial. FONTE FOLHA DO VALE
Mandados foram cumpridos em uma residência e em uma clínica de terapias. Equipamentos eletrônicos foram recolhidos para análise pericial.
A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (10), uma ação para apurar uma possível fraude contra plano de saúde e falsificação de documentos médicos em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em uma residência e em uma clínica especializada em terapias, ambos ligados a um homem de 46 anos que é alvo da investigação. Os endereços foram vistoriados pelas equipes policiais, que recolheram um notebook e um celular.
Os equipamentos deverão passar por perícia e análise de dados, mediante autorização judicial, para auxiliar na apuração e esclarecer a origem e a utilização dos documentos investigados.
A investigação começou depois que um médico de Vitória da Conquista procurou a Polícia Civil para denunciar o uso indevido de seus dados profissionais.
Segundo as informações apuradas, teriam sido confeccionados um carimbo e assinaturas atribuídas ao profissional em documentos relacionados a pedidos de tratamentos de alta intensidade destinados a crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A suspeita é de que os documentos tenham sido utilizados em solicitações encaminhadas para cobertura por plano de saúde.
Ainda conforme a investigação, uma operadora de plano de saúde também teria identificado indícios de irregularidades no início de 2026.
De acordo com a Polícia Civil, foram encontradas inconsistências em guias encaminhadas para faturamento, algumas delas envolvendo valores considerados expressivos e solicitações de tratamentos que, segundo a apuração, não apresentariam respaldo médico convencional.
A análise dos arquivos digitais também levantou suspeitas. Conforme informou o delegado Shangai Alexandre, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista e responsável pela investigação, documentos em formato PDF enviados para cobrança apresentavam características que indicariam possibilidade de edição.
Entre os elementos que chamaram a atenção dos investigadores estão indícios de alteração de datas e registros relacionados à equipe da clínica investigada.
Equipamentos serão periciados
O notebook e o celular apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão submetidos aos procedimentos técnicos autorizados judicialmente.
A expectativa é que a análise do conteúdo armazenado nos dispositivos possa contribuir para esclarecer a origem dos documentos, a eventual participação de outras pessoas e a dinâmica das supostas irregularidades.
A operação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista, unidade vinculada ao Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (DEIC).
As investigações continuam, e a eventual responsabilidade dos envolvidos deverá ser definida a partir dos elementos reunidos no decorrer do procedimento policial.