Aline também questiona uma decisão atribuída à magistrada Cecília Angélica, que determinou o acompanhamento do adolescente pelo CAPS.
Um adolescente de 13 anos, internado no Hospital Geral de Guanambi (HGG), no sudoeste da Bahia, teria tentado tirar a própria vida na segunda-feira (12), enquanto aguardava transferência para uma unidade especializada no tratamento de dependência de substâncias psicoativas.
O caso foi relatado pela mãe do garoto, Aline Almeida dos Santos, de 30 anos, que cobra providências para garantir a continuidade da assistência ao filho. Segundo Aline, o adolescente teria utilizado o cabo de um carregador de celular, mas a tentativa foi interrompida por ela.
A mãe afirma que está há quase um mês acompanhando o filho no hospital e que foi informada de que o nome dele havia sido retirado do sistema de regulação, responsável por organizar as transferências entre unidades de saúde.
De acordo com o relato, duas decisões judiciais já haviam autorizado a transferência do adolescente para uma clínica especializada, mas, segundo a mãe, as determinações não foram cumpridas pelo Estado. Ela afirma que a demora tem agravado a situação e aumentado a preocupação com a segurança e a continuidade do tratamento.
Aline também questiona uma decisão atribuída à magistrada Cecília Angélica de Azevedo Frota Dias, que determinou o acompanhamento do adolescente pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Segundo a mãe, o serviço não dispõe da estrutura necessária para atender às necessidades do filho.
Ainda conforme Aline, o adolescente chegou a iniciar o acompanhamento no CAPS, mas a unidade teria informado que não possuía suporte suficiente para o caso, diante da continuidade do uso de entorpecentes.
Mãe teme alta hospitalar sem assistência adequada
Além das dificuldades relacionadas ao tratamento, Aline relata enfrentar problemas de moradia. Segundo ela, o filho deverá receber alta hospitalar, mas a família não dispõe de um local estável para permanecer.
A mãe afirma que já precisou deixar imóveis alugados após episódios em que o adolescente teria provocado danos às residências. Ela também relatou um episódio de agressão contra uma idosa, proprietária de um dos imóveis onde moraram.
Diante desse cenário, Aline diz não se sentir segura com a possibilidade de o filho receber alta sem uma estrutura de acompanhamento que considere adequada às necessidades dele. A família busca uma solução que assegure a continuidade do tratamento e ofereça condições de segurança para todos os envolvidos.
Caso ganhou repercussão em Guanambi
Em maio deste ano, o adolescente ganhou repercussão em Guanambi após, segundo relatos divulgados na época, arremessar uma pedra contra uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O episódio foi noticiado pelo portal Folha do Vale.
Ainda segundo a mãe, o garoto já havia se envolvido em outras situações de conflito, embora os episódios anteriores não tenham alcançado a mesma repercussão.
A família busca uma resposta das autoridades responsáveis para definir o encaminhamento do adolescente após a internação hospitalar, considerando as necessidades de saúde, a continuidade do tratamento e as condições de acolhimento.
A reportagem busca esclarecimentos dos órgãos responsáveis sobre a situação da regulação, o cumprimento das decisões judiciais e as medidas previstas para garantir a assistência ao adolescente.


