Edimar percorreu mais de 2 mil quilômetros, após sair de Imperatriz, no Maranhão, na última sexta-feira (9), e chegar à capital mineira.
Um pedreiro de 49 anos viajou do Maranhão a Belo Horizonte, em Minas Gerais, com a promessa de viver um romance em uma fazenda no interior do estado, mas não imaginava que seria com uma mulher criada por IA.
Edimar Rocha Martins percorreu mais de 2 mil quilômetros, após sair de Imperatriz, no Maranhão, na última sexta-feira (9), e chegar à capital mineira no domingo (11), na expectativa de encontrar a mulher com quem interagia pelas redes sociais.
Ao chegar a BH, ele não sabia que as respostas eram geradas automaticamente por um perfil criado com inteligência artificial (IA). A mulher, que se apresentava nos vídeos como Jéssica, dizia ser proprietária de uma fazenda em Minas Gerais e prometia que os dois poderiam morar juntos.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, o pedreiro contou que só descobriu que “Jéssica” não existia no mundo real após chegar a Belo Horizonte e perguntar por ela. Ele relatou que, depois da morte da mãe, passou a se sentir muito solitário e encontrou na mulher dos vídeos a esperança de começar uma nova vida.
“Eu não quero mais ficar em Imperatriz, não gosto de lá. Eu gostava de lá quando minha mãe era viva. Isso minha família toda sabe. Às vezes, uma solidão dentro de casa acaba trazendo muito transtorno na vida da gente. Por isso que eu vim atrás dela”, afirmou em entrevista à CNN.
Ainda segundo o trabalhador, a promessa de morar com a suposta companheira foi decisiva para a viagem. “Ela falou assim: ‘Não, você vai morar mais eu aqui na fazenda’. Então, assim, eu digo: ‘Então eu vou’”, contou. Sem dinheiro para retornar a Imperatriz, no Maranhão, onde vivia, ele pediu ajuda para conseguir voltar para casa.
Na última terça-feira (13), Edimar embarcou em um ônibus com passagem obtida por meio do Serviço de Atendimento e Acolhimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte. O destino, no entanto, não será Imperatriz, mas Araguatins, no Tocantins, cidade onde nasceu.
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Belo Horizonte publicou um alerta nas redes sociais sobre os riscos de conteúdos criados ou manipulados por inteligência artificial. A administração municipal informou que imagens, vídeos e conversas podem ser produzidos artificialmente, o que exige atenção antes de confiar em pessoas conhecidas pela internet.
“Informação também é uma forma de proteção. Compartilhe esse alerta e nos ajude a evitar que outras pessoas passem pela mesma situação”, conclui a publicação.


