Botuporã: Pai acusa rede de proteção de afastá-lo de filha autista após falsa acusação de estupro
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Ouvir:Entenda00:00Pronto para ouvirBotuporã: Pai acusa rede de proteção de afastá-lo de filha autista após falsa acusação de estupro. Na cidade de Botuporã, um homem foi afastado do convívio da filha, que é autista, desde o ano passado. Ele solicitou às autoridades municipais a abertura de procedimentos administrativos para apurar o caso, mas, infelizmente, não foi atendido. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o homem, que preferiu não se identificar, disse que, em março deste ano, por via judicial, conseguiu obter a visitação assistida no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “Eu só podia ver a minha filha 1 hora por semana. De novembro do ano passado até março deste ano, não vi a minha filha em momento algum”, relatou. Recentemente, o benefício foi reformulado e, agora, as visitas podem ser feitas sem a participação do Creas. Uma vez por semana, um familiar pode buscar a menina para encontrar com o pai em um local previamente determinado. O homem alega que uma denúncia anônima foi feita junto ao Conselho Tutelar com base em documentos fornecidos pela coordenação do Caede em Botuporã, órgão criado para dar assistência a crianças autistas e com necessidades especiais. A criança frequentava o local, levada pelo próprio pai. “Pegaram informações distorcidas da realidade de que a minha filha estava com infecção urinária e passaram isso para o Conselho Tutelar sem qualquer diálogo”, apontou. Até então, o pai tinha a guarda compartilhada da filha, visto que é divorciado da mãe da menor. Ele afirmou que a psicóloga do Caede produziu um relatório atestando que não havia nenhum problema com a menina. Contrariando esse entendimento, conforme salientou, o Conselho Tutelar se manifestou de forma absurda e encaminhou o caso ao Ministério Público. “No dia 13/11, vou completar 1 ano de afastamento por causa de funcionários contratados da educação (Rede Caede), inclusive do próprio Conselho Tutelar, que não seguiram os protocolos da rede de proteção do município, nem a lei de escuta especializada, transformando uma infecção urinária muito bem documentada por vários médicos do SUS e da rede privada em um suposto crime de estupro de vulnerável, sem sequer darem ciência, comunicação ou participação à diretora da escola, responsável pela estudante especial”, destacou. Ele alega que, enquanto estava preocupado com a filha devido à infecção urinária, a equipe de assistência social do município criava falsas narrativas. A criança foi submetida a exame de corpo de delito e o resultado deu negativo. Indignado, o pai já entrou com uma ação judicial solicitando a apuração do caso e a responsabilização de todos os envolvidos. “Minha vida foi destruída”, resumiu. FONTE ACHEI SUDOESTE
Na cidade de Botuporã, um homem foi afastado do convívio da filha, que é autista, desde o ano passado. Ele solicitou às autoridades municipais a abertura de procedimentos administrativos para apurar o caso, mas, infelizmente, não foi atendido.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o homem, que preferiu não se identificar, disse que, em março deste ano, por via judicial, conseguiu obter a visitação assistida no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “Eu só podia ver a minha filha 1 hora por semana. De novembro do ano passado até março deste ano, não vi a minha filha em momento algum”, relatou.
Recentemente, o benefício foi reformulado e, agora, as visitas podem ser feitas sem a participação do Creas. Uma vez por semana, um familiar pode buscar a menina para encontrar com o pai em um local previamente determinado.
O homem alega que uma denúncia anônima foi feita junto ao Conselho Tutelar com base em documentos fornecidos pela coordenação do Caede em Botuporã, órgão criado para dar assistência a crianças autistas e com necessidades especiais. A criança frequentava o local, levada pelo próprio pai. “Pegaram informações distorcidas da realidade de que a minha filha estava com infecção urinária e passaram isso para o Conselho Tutelar sem qualquer diálogo”, apontou.
Até então, o pai tinha a guarda compartilhada da filha, visto que é divorciado da mãe da menor. Ele afirmou que a psicóloga do Caede produziu um relatório atestando que não havia nenhum problema com a menina. Contrariando esse entendimento, conforme salientou, o Conselho Tutelar se manifestou de forma absurda e encaminhou o caso ao Ministério Público. “No dia 13/11, vou completar 1 ano de afastamento por causa de funcionários contratados da educação (Rede Caede), inclusive do próprio Conselho Tutelar, que não seguiram os protocolos da rede de proteção do município, nem a lei de escuta especializada, transformando uma infecção urinária muito bem documentada por vários médicos do SUS e da rede privada em um suposto crime de estupro de vulnerável, sem sequer darem ciência, comunicação ou participação à diretora da escola, responsável pela estudante especial”, destacou.
Ele alega que, enquanto estava preocupado com a filha devido à infecção urinária, a equipe de assistência social do município criava falsas narrativas.
A criança foi submetida a exame de corpo de delito e o resultado deu negativo. Indignado, o pai já entrou com uma ação judicial solicitando a apuração do caso e a responsabilização de todos os envolvidos. “Minha vida foi destruída”, resumiu.