Rubro-Negro volta a vencer o Fortaleza de virada e levanta a taça da Copa do Nordeste no Barradão
O triunfo por 2 a 1 no Barradão, depois de já ter vencido o jogo de ida pelo mesmo placar, pode até dar a impressão de um título fácil, mas não foi essa a história do pentacampeonato do Vitória na Copa do Nordeste. A taça veio depois de um primeiro tempo ruim contra um organizado Fortaleza, e com ajuda da sempre importante bola parada, uma marca registrada do trabalho de Jair Ventura na Toca do Leão.
Jair Ventura prometeu que não daria a bola ao Fortaleza, mas não foi isso que o jogo mostrou, principalmente no primeiro tempo. Os visitantes ditaram o ritmo da partida mesmo contra um Vitória perto da escalação ideal. Jamerson, na lateral direita, foi o único improviso no lado rubro-negro.
Escalação do Vitória na final: Lucas Arcanjo; Jamerson, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Baralhas, Zé Vitor e Martínez; Erick, Matheuzinho e Renê.
O primeiro tempo mostrou um Vitória com dificuldade para criar jogadas no ataque. Lento na troca de passes, o Rubro-Negro passou a maior parte do primeiro tempo preso na marcação do Fortaleza, vivendo de ligações diretas para um ataque que tinha suas peças em tarde pouco inspirada.
Sem a bola, o time de Jair Ventura foi mais permissivo que de costume. A marcação em bloco baixo veio desde os primeiros minutos, cenário que ofereceu espaço para o Fortaleza trocar passes com certa liberdade, até mesmo no campo ofensivo. A superioridade visitante em campo foi refletida no placar aos 27 minutos, depois de Luiz Fernando finalizar bonito e balançar as redes.
Só depois de sofrer o gol o Vitória tentou ter a bola e controlar o jogo. E quando o time largou o regulamento, a resposta foi imediata: Renê chegou a balançar as redes em posição irregular, depois tirou tinta da trave em cabeçada com cruzamento de Jamerson. Estava ali a prova de que era possível jogar mais.
O segundo tempo começou com cenário de equilíbrio, com os dois times dispostos a atacar. A carta na manga que tirou o Vitória de uma situação perigosa foi uma velha conhecida do torcedor neste trabalho de Jair Ventura: a bola parada.
Em escanteio cobrado com jogada ensaiada, Erick tocou rasteiro para Martínez, que recebeu livre de marcação, mandou uma bomba e marcou um golaço no Barradão. Mais que empatar a partida, o Vitória encontrou ali a confiança necessária para jogar o resto da partida.
A reta final do jogo até voltou a ter a bola no pé do Fortaleza, mas agora com um Vitória muito mais aguerrido para lutar por cada centímetro de campo no Barradão. E no meio da batalha campal, um chutão de Martínez virou lançamento perfeito para Renato Kayzer, que marcou o gol da virada, virou artilheiro da competição e sacramentou o título.
Se apegar ao regulamento quase colocou em risco todo o trabalho do Vitória na Copa do Nordeste, mas, no campo e na bola, o time se reencontrou para virar o jogo e confirmar a quinta taça regional. O título veio com campanha quase perfeita, com oito vitórias, um empate e uma derrota em dez jogos, números que confirmam o favoritimos projetado para o único representante da Série A na competição.
Após a conquista do pentacampeonato regional, o Vitória vai curtir férias por causa da pausa para a Copa do Mundo. Em seguida, o Rubro-Negro recomeça a preparação de olho no segundo semestre. O primeiro jogo vai ser disputado no fim de julho, pelo Campeonato Brasileiro.
Fonte Ge


