Os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) mostram que a estimativa para a safra baiana permaneceu estável em relação ao levantamento de abril

A Bahia deve manter em 2026 a posição de sétima maior produtora de grãos do país, com participação de 3,8% na safra nacional, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado tem previsão de colher 13,26 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, volume recorde na série histórica e 3,2% superior ao registrado em 2025, com acréscimo de 416,9 mil toneladas.

Os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) mostram que a estimativa para a safra baiana permaneceu estável em relação ao levantamento de abril. O crescimento projetado em comparação ao ano passado é sustentado principalmente pelo desempenho da soja, do milho da primeira safra e do algodão herbáceo.

A soja segue como principal produto agrícola do estado e deve responder por 67,4% de toda a produção de grãos baiana em 2026. A expectativa é de uma colheita recorde de 8,93 milhões de toneladas, volume 3,8% superior ao registrado em 2025 e equivalente a um aumento de 323,6 mil toneladas.

O milho da primeira safra também apresenta avanço expressivo, com previsão de alcançar 2,09 milhões de toneladas neste ano. A produção estimada representa crescimento de 8,1% frente ao ciclo anterior, enquanto a segunda safra deve recuar 11,5%, passando de 806,4 mil para 714 mil toneladas.

O algodão herbáceo completa o grupo das culturas que mais contribuem para a expansão da safra baiana. A produção deve atingir 1,85 milhão de toneladas, alta de 2,8% em relação a 2025, mantendo a Bahia como segunda maior produtora nacional da cultura, responsável por 20,3% da safra brasileira.

Crescimento acompanha cenário nacional

A projeção de recorde para a Bahia ocorre em meio a um cenário de expansão da produção agrícola em todo o país. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que representa crescimento de 1,8% sobre o ciclo anterior e estabelece um novo recorde na série histórica da estatal.

Assim como na Bahia, a soja lidera o avanço da produção nacional e aparece como principal responsável pelo crescimento da safra brasileira. A Conab estima colheita de 180,3 milhões de toneladas da oleaginosa, volume 8,8 milhões de toneladas superior ao obtido na temporada passada, impulsionado pela ampliação da área cultivada e pelas condições climáticas favoráveis.

O milho também deve registrar expansão no país, com produção total estimada em 140,5 milhões de toneladas somadas as três safras. Apenas a primeira safra tem previsão de alcançar 29,3 milhões de toneladas, alta de 17,7% em relação ao ciclo anterior, enquanto a segunda safra, principal componente da produção nacional do cereal, deve atingir 107,9 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, o desempenho esperado para a agricultura brasileira está associado ao aumento da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, e à perspectiva de produtividade média de 4.295 quilos por hectare.

O cenário reforça as expectativas positivas para os principais estados produtores e ajuda a sustentar a previsão de safra recorde na Bahia. Além dos grãos, o IBGE projeta crescimento em 18 das 26 lavouras acompanhadas regularmente no estado em 2026. Depois da soja, os maiores aumentos absolutos de produção devem ocorrer no milho da primeira safra, com mais 156 mil toneladas, e no algodão herbáceo, com acréscimo de 51 mil toneladas.

Entre as culturas com perspectiva de retração, a maior queda absoluta é esperada para a cana-de-açúcar. A produção deve recuar 741,5 mil toneladas em relação ao ano passado, seguida pelas reduções previstas para o milho da segunda safra, com menos 92,4 mil toneladas, e para a mandioca, com diminuição de 34,1 mil toneladas. 

Fonte Tribuna da Bahia