Cardiologista recomenda exame preventivo desde a infância e reforça importância da alimentação saudável, exercícios e tratamento adequado.

O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado neste sábado (8), especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e hábitos saudáveis são fundamentais para reduzir complicações.

Segundo o cardiologista Renato Jorge Alves, estudos recentes recomendam que a dosagem do colesterol seja realizada por volta dos 10 anos de idade, como medida preventiva. Quando alterações são identificadas, o acompanhamento médico é necessário para definir o tratamento adequado.

Alimentação e atividade física

A redução do colesterol começa com uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios. A orientação é diminuir o consumo de gorduras saturadas, presentes principalmente em carnes vermelhas, frios, embutidos e alguns chocolates, além de evitar gorduras trans, comuns em produtos ultraprocessados.

A chamada dieta carnívora, baseada exclusivamente em alimentos de origem animal, não é recomendada para pessoas que precisam controlar o colesterol. Segundo o especialista, esse padrão alimentar pode aumentar a ingestão de gordura saturada e elevar o LDL, conhecido como colesterol ruim.

A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de atividade física por semana. Sono adequado e controle do estresse também contribuem para a saúde cardiovascular.

Quando medicamentos são necessários

Em casos de hipercolesterolemia, especialmente quando há origem genética, o tratamento pode incluir estatinas e outros medicamentos prescritos conforme o risco cardiovascular do paciente.

Níveis de colesterol superiores a 300 mg/dL podem indicar forte possibilidade de origem familiar e exigem avaliação médica. A suspensão do tratamento por conta própria pode provocar novamente a elevação do colesterol e aumentar o risco cardiovascular.

Hipercolesterolemia familiar exige atenção

A hipercolesterolemia familiar é uma condição genética que pode provocar níveis muito elevados de colesterol desde a infância e aumentar precocemente o risco de doenças cardiovasculares.

Quanto mais cedo o problema for identificado e tratado, maiores são as possibilidades de prevenir complicações. A obesidade, diabetes, hipertensão e tabagismo também estão entre os principais fatores associados ao risco cardiovascular.

O colesterol elevado pode contribuir para a formação e progressão de placas nas artérias. Por isso, a prevenção, o acompanhamento profissional e a adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir o risco de infarto e AVC.

Fontes: Agência Brasil; Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC); Organização Mundial da Saúde (OMS)