Toda eleição o cidadão se depara com candidatos que, em busca de popularidade ou só para fazer piada de si mesmo e da democracia, chamam a atenção pelos apelidos bizarros
Matéria originalmente publicada no Jornal Metropole em 20 de agosto de 2026
Basta dar uma vasculhada no sistema de registros de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Divulgacand, para encontrar uma mania que que se repete a cada ano: concorrentes a cargo eletivo que resolvem dar uma “inovada” no nome que irá para a urna eletrônica, certos de que a alcunha ora estranha ora engraçadinha renderá votos ou estão interessados apenas em brincar com coisa séria.
Este ano, a lista é extensa. A começar pelos candidatos a deputado estadual. Há aqueles que escolhem o nome político para passar a impressão de que arrastam uma onda de eleitores. É o caso da #To Com Lora (Psol) e Marcão Até o Fim (Agir). Outros decidiram destacar alguma característica que se sobressai, como George o Gordinho da Favela (PP), atual vereador da capital, Jota Prohumano (PSDB), Jade o Bom Samaritano (Agir) e Vado Malassombrado (PSDB), ex-vereador de Salvador. Desse último, espera-se que o nome não condiga com a realidade.
Há aqueles que escolhem “refinar” a escrita do próprio nome de forma, digamos, mais estilizada: “Douglas” é comum demais, mas Dowglasz Polímata (Mobiliza) certamente dará conta do recado, acha ele. Ou então, ao invés de um nome simples, como “Adson”, substituir por algo mais marcante, como Bocka Pinxain (PL). Ainda na intenção de incrementar o nome de nascença, o uso de estrangeirismos é uma possibilidade e pode, inclusive, ajudar a intimidar os adversários: Bad Boy (PL), Big Lobo (União) e Gold CBX (Psol).
Zoo eleitoral
O mundo animal também serviu de inspiração para baianos, em tese, interessados em uma vaga na Assembleia Legislativa: Baleia (MDB), Pantera da Pesca (MDB), Zebra dos Animais (PL) e Teteia do Jegue (PSB), que surpreendentemente não possui parentesco com o ex-eterno candidato baiano Bira do Jegue. Em matéria de superpoderes, a Mulher Maravilha Prince Kerner (Agir).
A indústria de sapatos e da saúde também ganharam representantes, a exemplo de Percata (Mobiliza) e Socorro Hemodiálise (MDB). Na escolha de um conceito mais abstrato, Pancadinha (PDT) se inspirou nos ritmos baianos para o seu nome de campanha. Nesse caso, pórem, a estratégia deu certo, já que o dito é deputado estadual.
‘Kilokura’
Na disputa para federal, a diversidade também é grande. Com Arnaldo Fik Frio (PRD) e Carmen “Q” Felicidade (Rede), o eleitor é convidado a deixar suas preocupações de lado. Pensa que acabou? Olha só o resto da fila: Baixinho do Pano (MDB), Gordinho do Momento (PDT), Kiribamba (Avante) e Mãedata Coletiva (Psol). Para os eleitores que gostam de levar “colinha” velha de guerra no papel, é melhor escrever apenas os números.
FONTE METRO1


