A poluição sonora está tirando a paz de hospitais, idosos, autistas e enfermos. E a gente precisa falar sobre isso. O barulho virou normal.
Virou buzina às 3 da manhã. Virou som automotivo na porta do hospital. Virou festa até de madrugada na rua onde mora um idoso acamado. Só que pra muita gente, esse “barulho normal” é motivo de dor. QUEM SOFRE EM SILÊNCIO 1. O paciente do hospital
Ele está lutando pela vida. Com soro no braço, dor no corpo, medo no coração. A única coisa que ele pede é descanso. Mas a ambulância não consegue entrar por causa do som alto. A buzina ecoa no corredor. A recuperação fica mais lenta. O sono não vem.2. O idoso
Com 70, 80 anos, o corpo já não aguenta. O sono é leve e se quebra fácil. Uma descarga de som alto à noite pode causar pico de pressão, tontura, ansiedade. Pra ele, silêncio não é luxo. É remédio. 3 A pessoa com autismo
Para quem tem Transtorno do Espectro Autista, o som não é só “alto”. Ele machuca. É como mil agulhas no ouvido. Fogos, paredão, buzina… podem causar crise, choro, desespero. A casa deveria ser o lugar mais seguro do mundo. E o barulho tira isso.4. O bebê e a criança doente
Um recém-nascido precisa dormir 16 horas por dia pra se desenvolver. Uma criança com febre precisa de repouso. O barulho interrompe o sono, atrasa a cura e deixa todo mundo da casa exausto.5. Você
Sim, você também. O estresse, a irritação, a dor de cabeça no fim do dia. Tudo isso pode ser reflexo da poluição sonora que a gente finge que é normal. O BARULHO ADOECE. E É LEI.A Organização Mundial da Saúde já alerta: poluição sonora é um problema de saúde pública.
No Brasil, a lei é clara. Das 22h às 7h, o limite em área residencial é de 50 decibéis. O equivalente a uma conversa baixa.
Perto de hospitais e escolas é “zona de silêncio”. Buzina é proibida.Mas lei sem consciência não muda nada.O QUE FAZER? COMO AJUDAR?Se você faz barulho:
Antes de ligar o som, se pergunte: “Tem alguém doente aqui perto? Tem um hospital? Tem um idoso?”
Abaixe o volume. Termine a festa até 22h. Não use buzina perto de hospital.
Lembre: sua diversão não pode ser o pesadelo de outra pessoa. Se você sofre com o barulho: Converse primeiro. Com educação. Explique que ali mora alguém que precisa de paz. Muita gente abaixa quando entende. Se não resolver, denuncie. É seu direito. Polícia Militar: 190 Guarda Municipal Secretaria de Meio Ambiente da sua cidade
Anote data, hora e endereço. Grave um vídeo se puder.Se proteja. Use abafador para autistas, feche janelas, use ventilador para abafar o ruído na hora de dormir.Se você é poder público e comerciante:
Fiscalize. Cobre alvará. Oriente. Coloque placas de “Zona de Silêncio” perto de hospitais. A cidade precisa de regra e de exemplo.A GENTE PRECISA REAPRENDER A OUVIR O SILÊNCIOPrecisamos ouvir de novo o canto do pássaro de manhã.
A conversa baixa na calçada.
O choro do bebê dormindo em paz.
A respiração tranquila de quem está se recuperando.Em qualquer lugar, respeito também é silêncio.Não custa nada abaixar um pouco o som.
Mas pode custar a saúde, o sono e a paz de quem está do outro lado da parede.Hoje, escolha ser a paz que alguém precisa.Campanha ISERTÃO – SILÊNCIO É CUIDADO. SILÊNCIO É RESPEITO. SEJA CONSIDERADO.

FEITO POR PAULO MARCOS

ISERTÃO

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