Usinas devem consumir 22,1 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, enquanto produção estadual pode chegar a 57,39 milhões de toneladas.
A expansão das usinas de etanol de milho deve elevar o consumo interno do cereal em Mato Grosso e contribuir para sustentar uma produção recorde de 57,39 milhões de toneladas na safra 2025/26. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as indústrias deverão utilizar 22,10 milhões de toneladas, alta de 9,12% em relação ao ciclo anterior.
O avanço da indústria amplia o mercado para os produtores e reduz parte da dependência das exportações, aproximando o consumo das regiões de produção. Por outro lado, a oferta elevada, os custos de transporte e a limitação de armazenagem ainda podem pressionar os preços.
A área cultivada foi estimada em 7,43 milhões de hectares, aumento de 2,41%. A produtividade média deve alcançar 128,67 sacas por hectare, favorecida pelas condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras.
Com área maior e bom rendimento, a produção projetada supera em 3,53% a registrada na temporada anterior e fica 23,85% acima da média dos últimos cinco anos.
A demanda total pelo milho mato-grossense deverá chegar a 57,20 milhões de toneladas. Além do consumo interno, cerca de 11 milhões de toneladas devem ser destinadas a compradores de outros estados. As exportações estão estimadas em 24,10 milhões de toneladas.
O Imea também revisou a demanda da safra 2024/25 para 54,98 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pela maior moagem nas usinas de etanol. Para 2025/26, os estoques finais são projetados em aproximadamente 1,17 milhão de toneladas.
No mercado da soja, a menor oferta durante a entressafra sustentou os preços em Mato Grosso. A saca encerrou a última semana cotada, em média, a R$ 122,88, alta de 0,99%.
No cenário internacional, as condições das lavouras de soja nos Estados Unidos seguem como fator de atenção. Apesar da redução no percentual de áreas classificadas como boas ou excelentes, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mantém a previsão de uma safra recorde de cerca de 121,8 milhões de toneladas.
O comportamento do clima em agosto será determinante para confirmar a produtividade norte-americana. Uma eventual redução das chuvas pode sustentar os preços internacionais, enquanto condições favoráveis podem ampliar a oferta e manter pressão sobre as cotações.
Fontes: Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea); Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)


