Enquanto a sede deixou de realizar o desfile cívico, distritos de Brejinho das Ametistas e Pajeú do Vento mantêm a tradição viva todos os anos

ANTIGAMENTE EM CAETITÉ, o 7 de Setembro era sinônimo de festa, civismo e ruas lotadas. As escolas municipais participavam em peso do Desfile Cívico, que percorria ruas, praças e avenidas da cidade. Os alunos desfilavam marchando, com garbo e patriotismo. Era lindo de se ver.Toda a idealização desse grande momento cívico tinha um nome: o saudoso Manoel Ladeia. Foi ele quem, por muito tempo, organizou e manteve viva a tradição do 7 de Setembro em Caetité – Dia da Independência do Brasil.Durante anos, o desfile foi o ponto alto do calendário caetiteense, reunindo famílias inteiras na calçada para aplaudir os estudantes.Infelizmente, há muito tempo o desfile na sede de Caetité foi extinto e não se realiza mais.Mas a boa notícia vem do interior: nos distritos de Brejinho das Ametistas e Pajeú do Vento, a tradição resiste bravamente. Lá, todo ano, as escolas e a comunidade realizam o Desfile do 7 de Setembro, mantendo aceso o espírito de patriotismo e civismo.Neste 7 de Setembro de 2026, em que o Brasil celebra 204 anos de Independência, fica a memória, a saudade e o exemplo dos distritos que não deixaram a tradição morrer.

Matéria feita por Paulo Marcos