Artigo científico mede a potência da força de mordida de várias raças em relação ao seu peso e tamanho da mandíbula
Quando pensamos em cachorros fortes, geralmente pensamos no pitbull ou rottweiler. Porém, você sabia que eles não estão nem perto das raças do Top 10? Confira no ranking do Jornal Correio quais são as dez raças com a mordida mais potente do mundo canino.
A fonte utilizada para as estatísticas foi um artigo publicado no Journal of Experimental Biology. Vale lembrar que essas são médias estimadas; animais com pesos ou proporções cranianas maiores que o comum tenderão a ter mordidas mais potentes.
Para medidas de comparação, a força de mordida de um homem adulto costuma ficar em torno de 120 PSI. Enquanto raças aclamadas, como o pit bull, costumam ficar, em estimativas conservadoras, em 235 PSI. 14 PSI equivalem, aproximadamente, à pressão de um quilo de massa sendo pressionada contra um centímetro quadrado.
5.º Lugar: Terrier Negro da Rússia / Black Russian Terrier
Uma das raças mais modernas da lista, ela é originária do canil militar Red Star Kennel, na União Soviética. Apesar do nome terrier, comum a raças pequenas, esse é um cão de grande porte desenvolvido para aplicação militar e tática.
Projetado para ambientes invernais, o terrier era mobilizado por forças militares em funções de segurança. O tamanho, a força de mordida e a pelagem densa serviam a um objetivo prático: resistir ao clima, intimidar intrusos e patrulhar instalações.
4.º Lugar: Mastim Japonês / Tosa Inu
Outra raça desenvolvida a partir de cruzamentos planejados foi a raça japonesa Tosa Inu. O gigante asiático foi um cruzamento selecionado entre uma raça tradicional, o Shikoku-jen, com raças ocidentais, visando o melhor resultado possível.
A criação da raça se deu em um contexto em que cães eram frequentemente utilizados em combates caninos. Os combates seguiam uma lógica um pouco diferente das brigas de rua clandestinas, mas ainda assim eram muito cruéis para os animais.
3.º Lugar: Mastim Francês / Dogue de Bordeaux
Essa é uma das raças mais tradicionais da França, este mastim é descendente de um longo legado de cães de guarda e caça: os alanos. Em especial, os alan vautre, uma raça antiga com registros exaltando sua força de mordida desde o século XIV.
O porte baixo, musculoso e pesado ajudava em tarefas de força. A raça foi usada para caça de animais de grande porte, como javalis, para guarda de casas e gado, e também no serviço de açougueiros.
2.º Lugar: Cane Corso
Outra raça extremamente tradicional, o cane corso é da elite canina italiana e descende de antigos cães molossos romanos. Segundo a Federação Canina Internacional (FCI), o ancestral mais antigo é o Molosso Romano, que possui registros de até 411 a.C.
Desde suas origens milenares, os molossos são utilizados como pesados cães de guarda. Sua própria nome, que deriva do latim cohors, possui o sentido de “protetor” ou “guardião do pátio”.
1.º Lugar: Pastor da Anatólia / Anatolian Shepherd Dog
Essa é uma raça de cães pastores desenvolvida principalmente a partir de animais da antiga Anatólia, atual Turquia. Frequentemente associada ao Kangal, essa raça é um termo genérico que abrange raças e cruzamentos dessa região.
A força de mordida desproporcional deste animal se deve à sua função, que não era de simplesmente pastorear gado, mas proteger o rebanho. Dessa forma, eles podiam enfrentar lobos-cinzentos, chacais-dourados, raposas e até hienas que predam na região.
Fonte Correio da Bahia


