Olha a fumaça subindo no céu de Caetité e do Brasil inteiro. Olha o chão que era verde virando cinza. As queimadas não são “limpeza de pasto”. São gritos. A terra tá pegando fogo e junto com ela vai tudo: As árvores que demoraram 50 anos pra crescer viram fumaça em 5 minutos Os animais do cerrado e da caatinga perdem casa, comida e muitos não conseguem fugir. A onça, o lobo-guará, o tamanduá… quantos morrem calados? O ar que a gente respira fica pesado. Criança com crise de asma, idoso sem conseguir respirar direito. A fumaça viaja estados e entra na casa da gente O solo fica fraco. Sem a mata pra segurar, vem enxurrada quando chove. A terra boa vira areia A água some. Nascente seca. Rio baixa. E a gente acha que a culpa é só da seca E o pior: muita queimada é por ganância. Pra “abrir área”, pra “fazer mais rápido”. A gente queima o futuro pra ter lucro hoje. O verde da terra pede socorro.
Ele pede nas folhas que caem antes da hora.
Pede no calor que não vai embora nem à noite.
Pede no céu alaranjado às 3 da tarde. Caetité, Bahia, Brasil… não é só lá longe na Amazônia. O fogo chega em todo canto quando a gente descuida. E o que a gente pode fazer? Não colocar fogo. Nem pra limpar quintal. Tem outras formas Denunciar. Viu fumaça suspeita? Liga pro 193 Corpo de Bombeiros Plantar. Uma árvore, dez mudas. Reflorestar é devolver fôlego pra terra Cobrar. De prefeito, deputado, de todo mundo. Fiscalização precisa acontecer Cuidar. O quintal, a rua, o pedaço de mundo que é nosso A terra não fala com palavras. Ela fala queimando. Ela fala secando. Ela fala sumindo. Se a gente não ouvir agora, amanhã pode ser tarde demais. Porque quando o verde acaba… acaba a vida também. Chega de queimada. O verde precisa de ajuda. E essa ajuda começa com a gente.
Matéria Feita Por Paulo Marcos
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