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Levantamento do Ministério da Saúde busca identificar transtornos mentais, fatores associados e acesso ao atendimento. Participação dos moradores sorteados é voluntária e sigilosa.

A coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil) foi retomada em todo o país após a interrupção durante o período eleitoral. Coordenado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o levantamento pretende traçar um panorama da saúde mental dos adultos brasileiros e contribuir para o planejamento de políticas públicas.

Iniciada em 23 de março de 2026, a pesquisa já realizou 1.062 entrevistas em 173 municípios. A seleção dos participantes ocorre por sorteio de municípios, setores censitários, domicílios e moradores. Em cada residência escolhida, uma pessoa com 18 anos ou mais é convidada a responder.

As entrevistas são presenciais, realizadas por profissionais identificados e capacitados, com questionários eletrônicos em tablets. As perguntas abordam saúde, relações sociais, trabalho, renda, bem-estar emocional, consumo de álcool e outras substâncias e procura por atendimento médico.

A participação é voluntária, mediante consentimento, e o entrevistado pode interromper a conversa ou deixar de responder qualquer questão. As informações são mantidas em sigilo e analisadas de forma conjunta, sem identificação dos participantes.

O Ministério da Saúde alerta que os entrevistadores não solicitam dinheiro, pagamentos ou dados bancários. A orientação é verificar a identificação dos profissionais antes de permitir a entrada no imóvel e consultar os canais oficiais da pesquisa em caso de dúvidas.

Os resultados deverão revelar a frequência dos transtornos mentais, sua distribuição entre diferentes grupos populacionais e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde. As informações também servirão de apoio ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e das políticas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A colaboração dos moradores selecionados é considerada fundamental, já que os domicílios sorteados não podem ser substituídos livremente. A expectativa é reunir dados representativos da população adulta brasileira para orientar ações de prevenção, assistência e promoção da saúde mental.

Fonte: Ministério da Saúde / Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)