A determinação ocorre após o tráfego intenso de veículos pesados utilizados pela empresa nas obras da linha de transmissão de energia.
A Prefeitura de Iuiu, no sudoeste da Bahia, notificou oficialmente a empresa Rialma S.A. e sua filial nesta terça-feira (18) e exigiu a recuperação urgente das estradas vicinais do município.
A medida, determinada pela prefeita Valdinha, ocorre após o tráfego intenso de veículos pesados utilizados pela empresa nas obras de implantação de uma linha de transmissão de energia elétrica provocar danos em diversos trechos das estradas rurais.
De acordo com a administração municipal, a circulação constante de carretas e máquinas pesadas comprometeu vias consideradas essenciais para o acesso às comunidades de Mata Grande, Lagedão, Rancho de Casca, Lagoa da Onça, Lagoa Torta, Batalhão e Agreste, além da estrada principal que liga Pindorama a Canabrava.
A Prefeitura afirma que as estradas apresentam buracos, excesso de poeira e trechos com solo fofo, situação que estaria prejudicando o deslocamento dos moradores e serviços essenciais.
Entre os impactos apontados estão dificuldades no transporte de estudantes, atrasos no atendimento de emergência por ambulâncias e prejuízos ao escoamento da produção da agricultura familiar.
Prefeitura dá prazo de cinco dias
Conforme a notificação, a Rialma terá prazo improrrogável de cinco dias para comprovar o início dos serviços de recuperação das vias, incluindo patrolamento, cascalhamento e utilização de caminhões-pipa para reduzir a poeira.
A administração municipal informou que poderá adotar medidas mais rigorosas caso a empresa não cumpra a determinação dentro do prazo estabelecido.
Entre as providências mencionadas estão a suspensão de alvarás, a interdição do canteiro de obras em Pindorama e o acionamento da Justiça para garantir a reparação dos danos causados às estradas.
A Prefeitura de Iuiu reforçou que a recuperação das vias é necessária para garantir a segurança e a mobilidade dos moradores das comunidades rurais, além da continuidade dos serviços públicos e das atividades econômicas da região.
FONTE FOLHA DO VALE


