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Na tribuna, Luzia de Marilac fez questão de deixar claro que sua fala não tem caráter de acusação.

Um jovem picado por uma cobra neste mês de outubro morreu durante a transferência do Hospital Municipal de Matina para o Hospital Regional de Guanambi, sem acompanhamento de profissional de saúde no trajeto. O caso foi levado à tribuna da Câmara Municipal nesta segunda-feira (26) pela vereadora Luzia de Marilac, que cobrou da administração municipal esclarecimentos sobre o protocolo de atendimento a pacientes picados por cobra e sobre as regras de transferência entre as unidades de saúde. Segundo relatos que chegaram à vereadora, o jovem foi picado e procurou o Hospital Municipal de Matina, unidade de pequeno porte que não dispõe de soro antiofídico. Diante da necessidade de soro, disponível apenas no Hospital Regional de Guanambi , ele foi transferido, mas não resistiu e faleceu no percurso entre os dois municípios. Na tribuna, Luzia de Marilac fez questão de deixar claro que sua fala não tem caráter de acusação. “Não venho a essa tribuna para julgar nem para apontar culpados. Quem apura a responsabilidade é o órgão competente. Venho porque, como vereadora, é meu dever fiscalizar e porque chegaram a mim relatos que precisam ser esclarecidos”, afirmou, registrando solidariedade à família do jovem. A parlamentar listou uma série de pontos que, segundo ela, ainda não foram respondidos pelo poder público e que população pede esclarecimento: Qual é o protocolo do Hospital Municipal de Matina para pacientes picados por cobra, já que a unidade não possui soro antiofídico; Como ocorreu a transferência do paciente para Guanambi e se houve acompanhamento de profissional de saúde durante o transporte; Qual é a regra estabelecida para esse tipo de transporte entre unidades; Quanto tempo levou entre a chegada do paciente ao hospital de Matina e a chegada ao hospital regional; Quem é responsável por emitir a declaração de óbito quando o falecimento ocorre durante o trajeto, ponto que, segundo a vereadora, gerou impasse. “Se não tem o protocolo, que o hospital precisa criar e compartilhar com a população, com a Câmara de Vereadores, onde for necessário compartilhar”, disse Luzia de Marilac, encerrando a fala com um pedido para que o caso não se repita com outras pessoas no município. Até a publicação desta matéria, a Secretaria Municipal de Saúde de Matina não havia se manifestado publicamente sobre o caso.

FONTE SUDOESTE BAHIA